Genes relacionados com o aparecimento de cancro

segunda-feira, 14 de março de 2011

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1. Oncogenes: Resultam da mutação de proto-oncogenes. 
§  Os proto-oncogenes codificam proteínas que estimulam o crescimento e a divisão celular e têm uma função essencial nas células normais, por exemplo, durante o desenvolvimento embrionário e na reparação de tecidos lesados.
§  Quando indevidamente activados, promovem uma proliferação celular excessiva que conduz ao desenvolvimento de um cancro.

A activação de um oncogene pode resultar de diferentes tipos de mutações:

2. Genes supressores de tumores:
§  Os produtos destes genes inibem a divisão celular, impedindo que as células se multipliquem descontroladamente.
§ Os genes supressores de tumores podem estar na origem do cancro quando sofrem mutações como as seguintes:
- delecções, que causam a sua perda;
- substituição de bases do DNA que resulta numa proteína onde se verifica perda de função relativamente à proteína normal.

3. Genes que codificam proteínas reparadoras do DNA:
§  As mutações nestes genes permitem a acumulação de outras mutações, algumas das quais em proto-oncogenes ou genes supressores de tumores.
·  Os agentes mutagénicos podem activar oncogenes ou desactivar genes supressores de tumores e causar cancro.
·  As infecções por vírus contribuem para o aparecimento de cancro pela integração do material genético do vírus no DNA das células afectadas. O DNA viral pode ser inserido num local onde destrua a actividade de um gene supressor de tumores ou converta um proto-oncogene num oncogene.



Cancro da mama

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"Calcula-se que em 2015, mais de 90% das mulheres com cancro da mama sobreviverão à doença graças ao aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico, ao avanço dos tratamentos e o desenvolvimento de medicamentos. "

A notícia é dada pelo Grupo Espanhol de Investigação do cancro da mama. "A melhoria dos resultados deve-se ao diagnóstico cada vez mais precoce e aos progressos no tratamento, principalmente no pós-operatório", explicou o chefe de oncologia do Hospital Gregorio Marañón em Madrid, Miguel Martin.

Os estudos genéticos permitem desenvolver tratamentos "mais eficazes e seguros, dirigidos unicamente às células afectadas pelo cancro, ao mesmo tempo que diminuem os efeitos secundários no paciente, melhorando assim a sua qualidade de vida", assegurou o coordenador do Instituto Oncológico do Hospital de Castellón, Eduardo Martínez.

Cancro

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O cancro é uma doença genética que resulta da perda de controlo do ciclo celular. A divisão de uma célula com mais frequência do que o normal dá origem a uma população de células em proliferação descontrolada e forma uma massa de células - tumor.

·       Características das células cancerosas:
ü são pouco especializadas e com forma arredondada;
ü dividem-se continuamente;
ü invadem os tecidos adjacentes;
ü podem instalar-se noutros locais do organismo, onde chegam através da corrente sanguínea ou linfática, originando novos tumores que se chamam metástases.

Na maior parte das situações, as mutações ocorrem em células somáticas ao longo da vida, embora também possam ocorrer em células germinativas. Geralmente, é um acumular de mutações que desencadeia o desenvolvimento de um cancro.


Mutações

sábado, 26 de fevereiro de 2011

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Mutação - Qualquer modificação ou alteração brusca de genes ou de cromossomas, que pode provocar uma variação hereditária ou uma mudança no fenótipo.
  • As mutações são importantes do ponto de vista evolutivo. São as mutações que dão origem à variabilidade de indivíduos de uma população sobre a qual actua a selecção natural.
  • A mutação pode produzir uma característica favorável num dado ambiente e desfavorável noutro. 

    Aneuploidia:
    ü  Nulissomia – faltam os dois cromossomas de um par de homólogos   (2n-2). Muito raro aconter. A nulissomia é letal se for afectando o par sexual no homem.
    ü  Monossomia – ausência de um dos homólogos num dado par (2n-1).
    ü  Polissomia – um ou mais cromossomas extra (ex: trissomias).

    As aneuploidias mais comuns em seres humanos são as trissomias 21, 13 e 18, a monossomia do X e outras alterações numéricas dos cromossomas sexuais. Aneuploidias de outros cromossomas não permitem o desenvolvimento até ao nascimento, resultando em abortos espontâneos.        

Material genético extra-nuclear

domingo, 20 de fevereiro de 2011

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O material genético contido nas mitocôndrias é transmitido à descendência apenas pelas mães, dado que o espermatozóide não contribui com as suas mitocôndrias para a formação do zigoto. De uma forma geral:
  • Localiza-se nas mitocôndrias e cloroplastos.
  • Transmitido apenas por via materna pois o espermatozóide contribui apenas com o seu núcleo enquanto que é o óvulo que fornece o citoplasma do zigoto.
  • Uma mulher doente transmite essa característica a toda a descendência, independentemente de ser rapaz ou rapariga.


Organização e regulação do material genético

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

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A lactose funciona como um indutor da síntese proteica, pois a sua presença permite a libertação do repressor e a actividade da RNA polimerase, por isso o operão lac é do tipo indutível.

O triptofano funciona como um repressor da síntese proteica, pois a sua presença permite a ligação do repressor ao operador, impedindo a actividade da RNA polimerase, por isso o operão trp é do tipo repressível.



Extensões da genética mendeliana

sábado, 5 de fevereiro de 2011

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Dominância Incompleta – o fenótipo dos indivíduos heterozigóticos é intermédio entre os fenótipos dos dois homozigóticos, ou seja, quando não há relação de dominância e recessividade entre os alelos de um gene responsável por uma característica, surge, no indivíduo heterozigótico, um terceiro fenótipo, intermédio dos dois progenitores.

Exemplos:
· Flor maravilha: Planta com corola vermelha × Planta com corola branca ® Planta com corola cor-de-rosa
· Galinha andaluza: Ave de plumagem preta × Ave de plumagem branca ® Ave de plumagem cinzenta-azulada



Co-dominância – o fenótipo dos indivíduos heterozigóticos é a expressão de ambos os genes dos dois homozigóticos, ou seja, quando não há relação de dominância e recessividade entre os alelos de um gene responsável por uma característica, surge, no indivíduo heterozigótico, um terceiro fenótipo expresso simultaneamente e de forma independente do fenótipo dos dois progenitores.

Exemplos:
· Gado Ruão: Touros com pêlo vermelho × Touros com pêlo branco ® Touros com pêlo Ruão (cinzento-avermelhado) – pêlos vermelhos e brancos

Alelos Múltiplos - apresenta mais de duas formas alélicas para o mesmo gene, embora cada indivíduo possua apenas duas dessas formas.

Exemplos:
· Sistema ABO
· Cor do pêlo dos coelhos: Cinzento escuro, Chinchila, Himalaia, Albino (C > cch > ch > c)



Alelos Letais – gene que sofreu mutação e que, quando se reúne em homozigotia, conduz à morte do seu portador.

Exemplos:
· Fenótipo Manx: ausência de cauda nos gatos, determinada pela presença de um alelo (ML) que interfere com o normal desenvolvimento da espinal medula. Quando este alelo surge em homozigotia (MLML), as alterações provocadas no desenvolvimento da espinal medula são tão acentuadas que tornam o embrião inviável.

Epistasia - ocorre quando a presença de um alelo inibe a ação de outro. O alelo com efeito inibidor é chamado de epistático, e o alelo inibido é chamado de hipostático. Existem dois tipos de epistasia:
® Epistasia dominante: quando o alelo epistático é dominante. Pode estar em dose dupla (AA) ou simples (Aa).
® Epistasia recessiva: quando o alelo epistático é recessivo. Para ter efeito é necessário estar em dose dupla (aa).

Exemplo 1 – Epistasia dominante
Galinhas da raça Leghorn possuem a plumagem colorida, condicionada pelo alelo dominante C. Galinhas que possuem o alelo C e o alelo I possuem plumagem branca, pois o alelo I inibe a ação do alelo C. Esse é um caso de epistasia dominante. A galinha só apresenta plumagem colorida na ausência do alelo I.

 
Exemplo 2: Epistasia recessiva
Em camundongos, o alelo P é responsável pela cor aguti da pelagem e o alelo p é responsável pela cor preta. Mas a determinação da cor da pelagem depende de outros dois alelos: o alelo A permite a expressão do gene para a cor da pelagem, enquanto o alelo a impede a expressão do gene. Se o camundongo possui os alelos aa ele não produzirá pigmentos e será albino
Genótipo
Fenótipo
A?P?
Aguti
A?pp
Preto
aaP? , aapp
Albino


Ligação Factorial - Quando dois genes estão localizados no mesmo cromossoma, estes não se segregam de forma independente, sendo na maioria das vezes herdados juntos. Desta forma, as proporções mendelianas esperadas não ocorrem, verificando-se uma maior frequência dos fenótipos parentais; o aparecimento de indivíduos “heterozigóticos” deve-se a fenómenos de crossing-over ocorridos durante a meiose dos gâmetas.
Hereditariedade ligada ao sexo:® Cromossoma X: as fêmeas podem ser heterozigóticas para genes localizados no cromossoma X, contudo, os machos serão sempre hemizigóticos, uma vez que só possuem um alelo para estes genes que é sempre expresso.

Transmissão de um alelo dominante ligado ao cromossoma X:
·Exprime-se sempre nos homens e de uma forma mais severa que nas mulheres;
.Exprime-se em mulher homozigóticas dominantes e em heterozigóticos;
.Homem afectado tem a mãe afectada, mulher afectada tem mãe ou pai afectado;


Transmissão de um alelo recessivo ligado ao cromossoma X:
.Exprime-se sempre nos homens;
.Expressa-se apenas em mulheres homozigóticas recessivas;
.Um homem afectado ou tem mãe portadora ou afectada;
.Uma mulher afectada tem obrigatoriamente um pai afectado e uma mãe afectada ou portadora. 


® Cromossoma Y: Quando o alelo responsável pela doença se localiza no cromossoma Y todos os filhos de pais com a anomalia apresentam a doença.